sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Single Man ou literalmente traduzido O Direito de Amar.


A história de um gay "moderno" que usava Tom Ford e wayfarer na década de 60.
Estamos em 1962, Los Angeles, a Crise dos Misseis de Cuba assusta várias pessoas da população, mas não o professor George Falconer, não pelo fato dele ignorar qualquer risco de vida, mas sim pelo simples fato de sua vida ter acabado há oito meses atrás, com a morte de seu primeiro e único namorado: Jim.
Para ser sincero, não assisti o filme por causa do Colin Firth, nem me lixei pra indicação dele pro Óscar. Julianne Moore, blargh. Eu queria mesmo era ver o Nicholas Hoult, queria ver como ele agia em um filme de drama. Não me decepcionou, mas também não me surpreendeu (ainda não assisti o final, então minha opinião é neutra). Gostei muito do estudante perseguidor que lembra o bretão apaixonado em Les Chansons D'amour, mas ainda prefiro meu Tony, malvadinho e esperto.
Devo falar que Colin Forth está maravilhoso no papel, mereceu a indicação. Julianne Moore também está legal, adorei o quarto dela. Mas o que mais me emocionou o filme todo e que deve emocionar todo mundo, foi o figurino. Tom Ford se empenhou legal, o filme todo mostra a moda da época que, por coincidência ou ironia, está na moda atual, a tal falada moda retrô, usada e abusada pelos meus queridos cults, Nick Hoult usa até uma calça skinny (moda a qual eu temo em aderir graças a minha perna fina). O professor George lembra muito o personagem principal do filme Nine, toda a elegância retrô e jovial, quando digo muito, é MUITO mesmo, mas eu não curti Nine, não mesmo (talvez da Fergie). Esse filme introduziu Tom Ford no cinema, então, vamos esperar por mais filmes desse Designer de moda puta famoso.
Um filme bonito, com um tema bem legal. Nada de gays esteriotipados, falando em gays esteriotipados, eu gosto do Pará pela falta de pessoas esteriotipadas, uma vez vi um viadão com uma camisa da rat boy (pra quem não sabe, só os mano usam essas camisas). Ótimas atuações e uma narração a lá Markuz Suzak. Quem quiser pode vir à minha casa assistir comigo *-*. (tá bom, ninguém vem =/)
"Acordar nos últimos oito meses foi realmente muito doloroso. A constatação do frio instantaneamente materializa que ainda estou aqui."

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